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O que muito hoje a humanidade necessita? Refletir...
Precisa buscar ajuda... Permitir-se intuir...
Encontrar caminhos para si e fazer-se companhia
Apoiar-se em Deus, dar créditos aos seus
Reencontrar-se com a VIDA e a POESIA.

É um convite a pensar, conversar
Meditar com palavras explícitas
Implícitas experiências do Coração
Dar mais um espaço à EMOÇÃO!
"...a POESIA é para comer, senhores..."


10/10/2017

A arte e a alma da natureza...



"A arte é a contemplação; 
é o prazer do espírito que penetra a natureza 
e descobre que a natureza também tem alma." 
__Auguste Rodin
Imagem: Google  imagens

10/09/2017

Vida e Arte em toda parte...



Série: Arte_Cultura&Sociedade


"Todas as artes contribuem 
para a maior de todas as artes, 
a arte de viver." 
___Bertolt Brecht


                Em tempos conturbados de exaltação da ignorância em diversas instâncias, subjetivas e concretas, incentivo de criação de "otários de cínicos", confusão de fatos e informações para o deslanchar de atos e fatos manipulados e autoritários, supervalorização dos enganos e do que é enganoso e, ainda, numa proposta de "pintar cores de reflexão", abaixo algumas considerações e trechos de didático artigo, de Nora Prado* - texto na íntegra ao final do post  -  acerca das evoluções humanas, bem como das involuções sociais, e onde a ARTE (e suas manifestações e expressões, em contexto de liberdade ou tentativa de apagamento da mesma) tem caminhado nesses entremeios, ou seja: a partir do próprio Homem ou na representação de cultuada robotização (leia-se: todo plantar tem um colher) e valorização da desumanidade e suas consequências, ao longo dos tempos - inclusive os atuais.

"...Não dá para livrar todo mundo 
da sua própria ignorância..."



entretanto...


Quem sabe...  
Os que queiram possam perceber e vencer
a ignorância, o preconceito e a prepotência 
com ampliação de visão

com real CONHECIMENTO!



Conhecimento de... 


História
        
Memória

Percepção Ampla sobre Vida
(que nunca pôde ser e nunca será enclausurada definitivamente 
apenas por desconhecimento ou convenções de limitação / opressão) 

Caminhos da ARTE!




E o quanto esses caminhos 
nos dizem respeito

mesmo que...
 os desconheçamos
mesmo que...
enxerguemos de formas diferentes
mesmo que...
 não os entendamos

mesmo que...
 queiramos ver o mesmo ângulo ano após ano

existem outros...


 n g u l o s!



Optical Illusion Art | Megaodd.com - Arte contemporânea




Ontem
              "Antes de tudo é preciso reconhecer a necessidade da arte como manifestação inerente a qualquer criança e presente desde os tempos mais remotos, quando as comunidades humanas ainda viviam nas cavernas. Os desenhos encontrados nas paredes, de inúmeras delas, testemunham a vida do grupo e a sua relação com a natureza e os animais, além de revelar um olhar apurado, e extremamente sofisticado, nestes desenhos magníficos. Começava a narrativa pictórica, necessária, para estabelecer a própria história e dar sentido aos valores da tribo. A relação com as forças incontroláveis da natureza eram relacionadas com os poderes sobrenaturais e o divino. A música dos tambores e os rituais para as caçadas, fertilidade, nascimento e morte passaram a fazer parte de um conjunto de práticas que auxiliavam na organização e fortalecimento destas comunidades primitivas. Embora esse “fazer artístico”, sequer fosse pensado como arte, era fundamental para dar unidade e identidade aos seus integrantes. Desenhar, modelar, esculpir, naturalmente, começava a fazer parte da vida comunitária onde os conteúdos simbólicos ganhavam materialidade e forma objetiva. Fosse através do barro moldado, da pedra esculpida, dos desenhos ou da música e dança que passavam a integrar a cultura nativa dessas tribos nômades."

Hoje
Século XXI__Ano 2017
            "Se em dado momento a arte foi uma projeção da natureza e da figura humana em suas formas e cores mais semelhantes, quase fotográfica, isso se deu de modo a preservar os momentos políticos e sociais como a crônica narrativa da época. Uma forma de eternizar o tempo e recontá-lo para as gerações futuras. Com o advento da fotografia e posteriormente do cinema, essa representação, quase fotográfica, da realidade perdeu sua razão de ser, afinal a câmera fotográfica era capaz de fazer isso melhor e mais rápido. A arte se libertou desse formalismo e pode se aventurar sobre outras possibilidades criativas. Desde então as artes plásticas sofreram uma série de mudanças a partir de tendências que se agrupavam em torno de uma filosofia ou escola específica. Se pensarmos na quantidade de artistas que tiveram sua obra rejeitada pelo gosto social da época, constatamos que essas mesmas obras serão assimiladas com o passar do tempo e o artista será finalmente reconhecido como tal.
               ...que tipo de arte pode ser produzida nestes tempos de modernidade cínica e sombria? Diante dessa sociedade hipócrita e doentia? É evidente que não será mais a natureza morta com o seu belo vaso de flores. O horror através da arte é mostrado para que possamos sair do estado letárgico e passivo em que nos encontramos. Como possibilidade de oposição e questionamento. Por isso os suportes da tela não são mais suficientes. Criam-se instalações, a arte passa pela rua, entra em novos espaços, inclusive pelo corpo vivo do próprio artista que, em sua nudez primeira, revela a solidão e fragilidade de nossa condição, demasiadamente, humana. Penso que a obra de arte e a função do artista também é de manifestar indignação, provocar revolta, comoção, inquietação e reflexão. A obra de arte sintetiza um inconsciente coletivo que evoca traumas, medos, dores, alegrias e tristezas. A arte propicia esse espaço meditativo para reconhecer a realidade e poder transformá-la. E por isso a ida a museus, teatros, cinemas, espetáculos de música e dança são oportunidades preciosas para entrarmos em contato com a nossa humanidade. Uma maneira de resgatar nossa sensibilidade embotada. A obra de arte contesta e indaga."


No Amanhã
__Seja como for o amanhã
  
         "Os museus guardam as relíquias destas civilizações ancestrais como objeto de apreciação e estudo, para conhecermos os hábitos, os valores e a vida cotidiana destes povos. A filosofia, medicina, ciência e literatura produzida, bem como o desenvolvimento das outras artes como a música, dança, teatro, escultura, pintura e arquitetura nos dão a medida evolutiva dessas civilizações.
          Em tempos de cegueira generalizada é fundamental que a arte e o artista reajam. Mas através da arte, que apesar da contundência e intensidade, possui poesia e transcendência, pois dialoga com outros seres humanos atingindo seus corações e mentes."

"Criações Artísticas 
ou Obras de Arte 
são ou podem ser...
"A Criação de Adão", de Michelângelo -ano: por volta de 1511

"Homem Vitruviano" de Leonardo Da Vinci ano 1490


                           V I S Õ E S



Os passos, traços, expressões, 
rabiscos, impressões,
de quem foi, é ou será 
HUMANO!

Considerações expressas 
por diversas linguagens, aspirações, sentidos, emoções

"Davi", de Michelângelo - data 1501-1504

Crédito na imagem - Arte Contemporânea
O que está 'à flor da pele' 

e o profundo inconsciente
D.A. - Imagem: Google imagens

O querido, o reprimido
Batizado de Macunaíma de Tarsila do Amaral - data 1956

A ação lembrada 
e a reação dormente
by Peter Gric - Arte contemporânea

As viagens que estão em nós
e nunca se fizeram presentes

Optical Illusion Art | Megaodd.com Arte contemporânea


Não é...
Degeneração ou apologia a crimes
É expressão, representação
Cores, tintas, versos
Sonho, inspiração, indagação
Um passo à frente ou reverso
Natureza, pés, corpo, mão
by Emilio Gomariz - Arte Contemporânea

Alguns fatos  |  Alguns tempos
(vídeo exemplificando alguns acontecimentos na história recente do Homem e das Artes 
por através de ORALIDADE / depoimento de quem andou nesses tempos)
video
por Bemvindo Sequeira (Ator, Autor, Diretor )
Via FanPage Oficial Bemvindo Oficial

A Vida e a Arte estão em toda parte
Em todos os momentos!"
__Valéria Milanês

*...e a Arte, para além dos museus ou canais de "entretenimento", deveria estar mais presente nas periferias, nos recôncavos, nas vielas, nos guetos, nas esquinas, nos escondidos onde são colocadas a "parte útil" da sociedade: no dia a dia do homem (mulher) comum, do (a) trabalhador(a) braçal que não tem direito ao acesso à verdadeira educação ou lazer  (demais direitos e necessidades fundamentais), e muito menos ainda à Arte de viver e nem sabe o porquê.


"A ciência descreve as coisas como são; 
a arte, como são sentidas, 
como se sente que são." 
__Fernando Pessoa


Escultura by Grégoire A. Meyer  Gif by George RedHawkb - Arte contemporânea
_______
Imagens: Google imagens
______________________
A ARTE COMO NARRATIVA E INTERPRETAÇÃO DO MUNDO – 
por Nora Prado

              Devido as recentes polêmicas no universo das artes plásticas, no Brasil, com ataques insanos do MBL à exposição Queermuseu, exibida no Santander de Porto Alegre e da performance, La Bête, de Wagner Schwartz, apresentada no MAM de São Paulo, onde funcionários do museu foram agredidos fisicamente, considero oportuno algumas considerações sobre o papel das artes no desenvolvimento social e cultural das civilizações. Uma oportunidade para ampliar o debate sobre a função da arte como alfabeto para apreender e discutir sobre o mundo moderno.
              Antes de tudo é preciso reconhecer a necessidade da arte como manifestação inerente a qualquer criança e presente desde os tempos mais remotos, quando as comunidades humanas ainda viviam nas cavernas. Os desenhos encontrados nas paredes, de inúmeras delas, testemunham a vida do grupo e a sua relação com a natureza e os animais, além de revelar um olhar apurado, e extremamente sofisticado, nestes desenhos magníficos. Começava a narrativa pictórica, necessária, para estabelecer a própria história e dar sentido aos valores da tribo. A relação com as forças incontroláveis da natureza eram relacionadas com os poderes sobrenaturais e o divino. A música dos tambores e os rituais para as caçadas, fertilidade, nascimento e morte passaram a fazer parte de um conjunto de práticas que auxiliavam na organização e fortalecimento destas comunidades primitivas. Embora esse “fazer artístico”, sequer fosse pensado como arte, era fundamental para dar unidade e identidade aos seus integrantes. Desenhar, modelar, esculpir, naturalmente, começava a fazer parte da vida comunitária onde os conteúdos simbólicos ganhavam materialidade e forma objetiva. Fosse através do barro moldado, da pedra esculpida, dos desenhos ou da música e dança que passavam a integrar a cultura nativa dessas tribos nômades.

              Com o passar do tempo, essas pequenas sociedades puderam se fixar no solo, através da agricultura e da domesticação de alguns animais para alimentação do clã e futuras trocas entre os seus habitantes. Além disso, com a evolução da linguagem e da hierarquia política, os valores éticos se consolidaram e seus pares organizaram-se ao redor de princípios, nos quais, esses homens e mulheres acreditavam. Antes mesmo de existir moeda corrente ou linguagem escrita, essas tribos seguiam com seus ornamentos, rituais, desenhos, esculturas, cantos e danças próprias da sua cultura.

           As comunidades evoluíram, bem como o sistema econômico, social e político de cada tribo que terminou por formarem vilas, aldeias e cidades com língua e hábitos comuns. A partir dessas pequenas unidades, não sem guerras, escravidão e derramamento de sangue, surgiram as primeiras civilizações, com a divisão do trabalho e as funções sociais discriminadas. A religião e o sistema de leis, bem como a escrita, foram fundamentais no desenvolvimento da comunicação e expressão. A arte passou a ter lugar de destaque e refletia os valores, hábitos e crenças próprias daquela sociedade. Os artesãos produziam imagens e objetos que valorizavam os deuses, os governantes, a vida doméstica e narravam a história através de novos materiais e técnicas. A cultura e o sistema social, político e religioso da Mesopotâmia, Egito, Pérsia, Grécia, China e Índia podem ser facilmente estudados a partir dos vestígios da arte produzida por estas civilizações. Afinal a arte é o resultado da síntese, da decantação temporal e da estruturação estética através de códigos culturais específicos.

            Os museus guardam as relíquias destas civilizações ancestrais como objeto de apreciação e estudo, para conhecermos os hábitos, os valores e a vida cotidiana destes povos. A filosofia, medicina, ciência e literatura produzida, bem como o desenvolvimento das outras artes como a música, dança, teatro, escultura, pintura e arquitetura nos dão a medida evolutiva dessas civilizações. O legado greco-romano foi fundamental para o ocidente, pois a partir dele a Europa se constituiu como gênese dos futuros países que se formariam a partir da Idade Média. Nesse período os pintores e escultores ainda estavam identificados com a figura dos artesãos e das guildas comerciais. Não havia a noção da autoria e da assinatura própria. A ideia do artista, como nós reconhecemos hoje, surge a partir do Renascimento. Com o resgate dos ideais da cultura clássica greco-romana, muito da sua filosofia, política e arte foi retomado, especialmente, no que concerne aos artistas da corte. Leonardo da Vici, Michelangelo, Rafael, Boticelli, Giotto, Caravaggio, Masaccio, entre outros, serão influenciados pela cultura helênica com o predomínio da razão, da invenção, da glorificação do homem e da natureza. Com o surgimento da imprensa a disseminação das ideias através dos jornais e livros impulsionou a comunicação consideravelmente. Além disso, a era das navegações incrementou o comércio e a ciência, possibilitando trocas culturais riquíssimas. Mas a descoberta das Américas com a ocupação europeia destruiu culturas em estágios diferentes de civilização, o que foi lamentável em todos os sentidos. As colônias foram saqueadas e seus proprietários, legítimos, foram dizimados ou escravizados. O tráfego de escravos e o sistema capitalista produziu riquezas e bens, além de muita miséria e desigualdade social no Brasil e em toda a América Latina.

           As sociedades seguiram se desenvolvendo bem como os movimentos estéticos através do Barroco, Neoclassicismo, Romantismo, Naturalismo, Realismo, Impressionismo, Simbolismo, Expressionismo, Cubismo, Surrealismo, Modernismo. Enfim, dou um rápido panorama histórico somente para mostrar que em cada momento específico e conforme as forças sociais e culturais da sociedade, uma arte particular foi produzida.

                   Se em dado momento a arte foi uma projeção da natureza e da figura humana em suas formas e cores mais semelhantes, quase fotográfica, isso se deu de modo a preservar os momentos políticos e sociais como a crônica narrativa da época. Uma forma de eternizar o tempo e recontá-lo para as gerações futuras. Com o advento da fotografia e posteriormente do cinema, essa representação, quase fotográfica, da realidade perdeu sua razão de ser, afinal a câmera fotográfica era capaz de fazer isso melhor e mais rápido. A arte se libertou desse formalismo e pode se aventurar sobre outras possibilidades criativas. Desde então as artes plásticas sofreram uma série de mudanças a partir de tendências que se agrupavam em torno de uma filosofia ou escola específica. Se pensarmos na quantidade de artistas que tiveram sua obra rejeitada pelo gosto social da época, constatamos que essas mesmas obras serão assimiladas com o passar do tempo e o artista será finalmente reconhecido como tal.

                     Foi assim com o caso, clássico, de Vincent Van Gohg que foi incompreendido e não vendeu, sequer, uma única tela durante a vida e, no entanto, com o passar do tempo sua pintura foi considerada genial e, atualmente, é um dos pintores mais populares do mundo. Suas figuras feitas com pinceladas grossas e cores vivas sem, necessariamente, coincidir com o real foi um choque na época. E, sobre isso, é importante ressaltar que a obra de arte não é a mimetização da vida, mas a sua representação. Uma forma de interpretar o mundo e dar significados diversos à experiência de viver. Nesse sentido a arte parte de uma premissa de liberdade expressiva para existir. O artista tem seu próprio ponto de vista sobre os temas que elege, assim como, os suportes e materiais escolhidos. A arte é uma espécie de mediação da realidade, entre o que o artista vê e sente e aquilo que expressa. Portanto ela não precisa necessariamente ser ou dar a ilusão do real, mas antes sugerir e evocar a realidade. Se no Renascimento muitas pinturas tinham o poder de elevar o espírito, promover a comunhão do espectador e a obra, suscitar piedade e compaixão, ou exaltar a beleza a arte não se resume a estas expectativas.

                Se a arte reflete sobre o mundo e diz respeito aos valores cultivados pela sociedade, da qual faz parte, é natural que expresse essa realidade. Ora, vivemos numa sociedade de consumo capitalista e selvagem, na qual o jogo de interesses mina a confiança e a amizade, a competitividade gera estresse e insatisfação, o individualismo e hedonismo alheiam os seres humanos de si mesmos, o desejo é massificado e manipulado pela mídia e a publicidade, há excesso de informação e falta de conhecimento, poluição sonora, visual, além de um abuso dos recursos naturais em prejuízo da qualidade de vida. Os centros urbanos são fábricas de loucos, onde as desigualdades sociais ficam cada vez mais acentuadas, o lazer pasteurizado, os meios de comunicação estandardizados e a incomunicabilidade cada vez maior. As redes sociais e o mundo virtual transformados em arena onde se disseminam ódios e intolerâncias de todos os tipos. As religiões viraram seitas e os fiéis, cegos fanáticos, que matam e destroem em nome de Deus. A manipulação da infância e juventude transformado-os em consumidores sem limites está criando gerações de neuróticos frustrados e pessoas imediatistas. O fracasso das ideologias e a decadência dos valores humanistas abriu uma fissura nos sistemas políticos e desiludiu milhares de pessoas. A corrupção e oportunismo dos partidos políticos e suas medidas absurdas desfiguraram o nosso Brasil. Um conservadorismo galopante que se manifesta com mais prepotência e agressividade em todo mundo. Neonazistas e radicais islâmicos mostram a face cruel e horrenda do radicalismo e da intolerância política e religiosa. Estamos à beira de uma terceira guerra mundial, a mercê das vaidades de Trump e do ditador Kim Jong-Um. Com francos atiradores matando civis em Las Vegas e bandidos do trafico e da polícia civil matando inocentes na Rocinha. Com bispos e padres molestando crianças e toda a sorte de violência e vulgaridade passando na televisão e nos joginhos eletrônicos. Com incendiários matando criancinhas em creches e homofóbicos matando gays indiscriminadamente. Ora, deduzo que estamos morando no inferno.
                 
            Então me pergunto: que tipo de arte pode ser produzida nestes tempos de modernidade cínica e sombria? Diante dessa sociedade hipócrita e doentia? É evidente que não será mais a natureza morta com o seu belo vaso de flores. O horror através da arte é mostrado para que possamos sair do estado letárgico e passivo em que nos encontramos. Como possibilidade de oposição e questionamento. Por isso os suportes da tela não são mais suficientes. Criam-se instalações, a arte passa pela rua, entra em novos espaços, inclusive pelo corpo vivo do próprio artista que, em sua nudez primeira, revela a solidão e fragilidade de nossa condição, demasiadamente, humana. Penso que a obra de arte e a função do artista também é de manifestar indignação, provocar revolta, comoção, inquietação e reflexão. A obra de arte sintetiza um inconsciente coletivo que evoca traumas, medos, dores, alegrias e tristezas. A arte propicia esse espaço meditativo para reconhecer a realidade e poder transformá-la. E por isso a ida a museus, teatros, cinemas, espetáculos de música e dança são oportunidades preciosas para entrarmos em contato com a nossa humanidade. Uma maneira de resgatar nossa sensibilidade embotada. A obra de arte contesta e indaga. E dentre tantos autores, nunca Shakespeare, Kafka e Nélson Rodrigues me pareceram tão modernos, pois seus personagens perversos, solitários, arrogantes, hipócritas, medíocres, covardes, delirantes com seus fantasmas e deformações, continuam oprimindo e enganando alguns heróis que seguem lutando e gritando por justiça e liberdade.

               Em tempos de ódio generalizado, dentre tantas imagens que escolhi para ilustrar essa crônica, nada me parece mais apropriada do que este Cristo Shiva do artista plástico Fernado Baril. A própria imagem da deturpação de tudo quanto Cristo e Shiva representam. Estão ali desolados, impotentes e a mercê da deformação da sociedade de consumo. E a propósito das hóstias que tantos esbravejaram contra o artista que escreveu vagina e outras palavras, sobre elas, percebo nessa ousadia um ato simbólico mostrando que a verdadeira perversão acontece dentro da igreja. Quando padres e bispos abusam sexualmente de meninos e meninas indefesos, com sua sexualidade reprimida desde a Idade Média. A mesma igreja católica que perseguia, prendia, torturava e queimava bruxas. A mesma TFP que atualmente queima terreiros, destrói templos que não veneram os mesmos Deuses. A mesma Ku Klux Kan que persegue e mata negros. Os mesmo ignorantes covardes que picham o equipamento público do Santander Cultural e os mesmos defensores da moral e dos bons costumes que ofendem e agridem a socos e pontapés os funcionários do MAM.

                 Em tempos de cegueira generalizada é fundamental que a arte e o artista reajam. Mas através da arte, que apesar da contundência e intensidade, possui poesia e transcendência, pois dialoga com outros seres humanos atingindo seus corações e mentes.

Porto Alegre, 7 de outubro de 2017.
____________________________________________________
Publicação na íntegra com as images que o ilustram : 
https://www.facebook.com/eleonora.prado.1 


Palavras em vão...



"Viver sem coração é vácuo de fato
Palavra sem ação é vão
Multidão de palavras sem situação de ser 
É mais do que vazio, agir sem tato
Palavras ao léu não dançam, cansam
'Num mundo onde palavras e atos 
tão raramente se encontram'
Viver é plantar e colher
Mesmo gerando um fruto inverso 
Do querer.  Fazer sem mão 
É dar poder à opressão no universo..."
__Valéria Milanês
Ilustração digital by Adam Martinakis 
Gif by George RedHawk

Imagem: Google imagens

Sobre ignorância e arte... Sobre o tudo e mais que o viver faz parte.



"A ignorância é vizinha da maldade"
__Provérbio árabe


                "Se tudo aquilo que o homem ignora não existe para ele e o universo de cada um se resume ao tamanho de seu saber" (frase atribuída A.Einsten), podemos perceber que, nos dias atuais, um universo pessoal é/está do tamanho da ignorância (e a maldade) que couber na "Era - toda maravilhosa - Cibernética e  nas arestas por onde se escondem os atos forjados e justificados pelo superficialismo e desconhecimento do que é genuíno...

             Com isso, o que há de mais nefasto também tem avançado na mesma proporção de velocidade virtual, já que a hipocrisia e supervalorização da ignorância está em voga, está em alta (e como não estaria sendo super alimentada, sendo adubada com superficialidades mil, com rupturas profundas em prol de questões rasas ano após ano?), e não pela questão da falta de oportunidade de informação, falta de conhecimento sobre algo (principalmente, como era no passado), mas muito pelo acesso à enormidade de Lixo de Informação, que pode ser assim, em linhas gerais e minimamente, identificado:

---- toda a má sorte de contato absorvido com o que é vendável, inclusive na era digital, unido a tudo o que é alimentador do consumo irresponsável, inconsequente, seja em que área for e a despeito do que for; 
---- o que se generalizou com o que seja considerado de cunho sexual explícito, degradante, "degenerado", tanto hoje como ontem, ou ainda com a erotização constante das festas populares. Rotulações, e relação de comércio relacionadas ao o que são questões naturais, mas que tornaram-se "produtos", vendidos, e que norteiam comportamentos, há séculos. Por exemplo, mulheres como apenas objeto (incluindo nas artes: nas pinturas, nas revistas, programas de tv; nas propagandas) - responsável por imensidão de violência de diversos níveis, incluindo misoginia e a "Cultura do Estupro". Ou a venda da ideia antiga de que somente um grupo é que detém o "saber sobre o bem e o mal", e o "poder de como expressá-lo", sob forma (ou fôrmas?) de padrões, inclusive sobre a sexualidade;

---- sistematização e industrialização de pensamentos e pessoas, a partir do discurso 'em prol' do bem público, em benefício de todos, excluindo quase todos...

---- repetida confusão sobre a definição, catalogação das coisas no mundo, colocando em um mesmo "pacote", como sendo a mesma coisa, o que não se sobrepõem (podem se relacionar, mas não são iguais), como: a questão de sinônimos, são palavras que parecem dizer a mesma coisa, porém são autônomas, com origem e denominação próprias; a questão sobre educação e cultura, dialogam mas sobre assuntos diferentes entre si; a conjugação do TER como sendo SER, ou seja, uma supervalorização da sociedade com relação ao materialismo, passando pela competição desmedida, ou exaltação da conquista a qualquer preço,  que fica resumido tacitamente na sociedade que: só é quem tem! E não esquecendo a confusão sobre Entretenimento como sendo o mesmo que a Arte e suas ramificações... A delimitação sobre o que é Arte e onde ela deve estar ou se comportar...

(um parêntese:  *...e a Arte, para além dos museus ou canais de "entretenimento", deveria estar mais presente nas periferias, nos recôncavos, nas vielas, nos guetos, nos escondidos onde são colocadas a "parte útil" da sociedade: no dia a dia do homem (mulher) comum, do (a) trabalhador(a) braçal que não tem direito ao acesso à verdadeira educação ou lazer, e muito menos ainda à Arte de viver e nem sabe o porquê.)

---- e, ainda, passando pelas já famosas aberrações da era tecnológica: mentiras, engodo, dissimilação, enganos, armadilhas virais..., e que são recebidas e defendidas como verdades absolutas, e em velocidade galopante, as "fake news"
        
Artist Antonio Mora Gif by George RedHawk
 Esse é o tamanho do universo de muitos seres. Enfim, valores banais, pequenos, ocupando espaços enormes na vida, na mente, no viver do Ser Humano. 

Sim, a sociedade (a humanidade) está cheia de entulhos! 

       Seja por serem detentores e replicadores de "lixo cultural", ou de educação enganadora (aquela que não é libertadora, pois traços de opressão surgem da falta da verdadeira educação);
      
          Seja por terem acesso a determinados conhecimentos, seja no campo da ciência e/ou religião (nada contra a ciência ou religiosidade, mas sim contra a catalogação definitiva das coisas da vida, com base em um, dois, cinquenta ou mais estudos, teorias, experiências, quando só hoje, agora, now, temos 07_BILHÕES de pessoas no mundo);
          Ou ainda, por causa de "experiências", em algumas áreas, ao longo de UMA VIDA,  e identifica-se como "Quem Tudo Sabe" sobre o outro também e que não precisa saber o a mais; por causa destas vestem-se da "Túnica da Moral e da Total Bondade e plena Sabedoria" (Pois é, é isso mesmo... Desmedida Ilusão) sobre as infindáveis possibilidades da vida e que o viver traz.

Entulhos que podemos por assim dizer sobre eles:  
___Entulhos 'cordiais'  - aqueles dados que parecem inofensivos, mas que, dependendo da origem ou intenção, são condutores e formadores de 'inocentes úteis' ; 

___Entulhos de manipulação e controle -  que conduzem determinados grupos, como os políticos-partidários, pois, sobre falta de melhores plataformas e conduta em prol do Povo, via de regra, a justificativa sempre é: "- Fazer o quê? é o sistema! Não há como fugir" (todxs com carinha de preocupadx, desoladx, mas, avidamente, concretamente, atuantes na condução da manutenção do mesmo); 

___Entulhos-sementes - aqueles que são incutidos, atochados, na mente humana, com aparência, primeiro, de informação, depois, avançando um pouco, manifesta sua cara real: a ilusão e, em constante evolução da "informação plantada", transforma-se dando luz ao seu verdadeiro corpo: a prisão. A partir dessa masmorra vêm os frutos, tais como: o mau uso do exercício do direito (ou liberdade) de agir e de expressão, como vemos nas redes sociais... Onde a materialização de mentes enclausuradas se manifesta por: opressões verbais, imposições, atropelo do livre arbítrio, e, claro, xingamentos, agressões... Tudo em nome de "estou expressando minha opinião ou minha liberdade de expressão". Esquecendo (na verdade, não é esquecimento, mas falta de parâmetros reais de conhecimento) que "dar uma opinião" está relacionado com algo que se relaciona CONSIGO MESMO. Ou seja, será ou não uma opinião sadia dependendo de quão são esteja quem emite essa opinião. 
           
Exemplo prático, didático:  

______Opinião é alguém dizer: "Prefiro (gosto muito ou adoro) estrogonofe de camarão do que o de carne." O que temos? Uma questão de gosto, visão e/ou opinião. Afinal quem vai comer a iguaria (ou não) é o próprio. Porém, a "opinião ou liberdade de expressão" que vemos nos tempos atuais e berrante (partindo ainda do contexto de preferência culinária) tem as seguintes características na fala ou discurso: 

------ "EU GOSTO DE ESTROGONOFE DE CAMARÃO! Deus me livre de quem gosta de estrogonofe de carne! Deus me dibre, me defenda desse tipo de gente!" 

Ou também: 
------- "AMALDIÇOADOS sejam todos os que gostam de estrogonofe se carne!" 
------- "POR MIM, merecem a forca, porrada, a fogueira ou a morte quem gosta de estrogonofe de carne!"  
-------  "Ninguém vai comprar o maldito estrogonofe de carne com O MEU DINHEIRO! Merece uma surra quem comprar!"
          _____Nesses casos, especificamente, onde a expressão nem sabe realmente do que gosta (não há nem a explicitação "do que gosta"), por não se enxergar, estar preso nos conceitos externos incutidos (sim, muito complexo isso!), que então só enxerga "o Mal de quem gosta de estrogonofe de carne"...

Agora sejamos sinceros, bem intimamente... 

----- Como assim "POR MIM", se estás a falar de outro ser, outra vida, outra vivência, outras experiências....?!?

----- Como assim dizer com "o MEU DINHEIRO"?? (no caso, dinheiro público, dinheiro de impostos, emprestado ao Estado pelo povo de um País para geri-lo). 
      Como assim, se uma pessoa ou apenas um grupo de pessoas não sustentam nem financeiramente nem logísticamente uma cidade, um País etc.?? Além dos impostos de quem "não gosta de estrogonofe de carne", tem ainda os do que gostam de estrogonofe de frango e tem os vegetarianos/veganos que nem comem nada que tenha origem animal... E, claro, tem os impostos de Quem Gosta de Estrogonofe de... Carne!  Ou seja: como assim com o MEU DINHEIRO?! Não estão sendo esquecidos ou aviltados outros grupos, não? 
       Perguntas ou respostas não respondidas nesse furacão de opiniões egocêntricas e megalomaníacas:
_______Quem emite uma opinião dessa paga toda a conta de um País sozinho? 
_______Vive sozinho nesse país? Tem mais direitos do que todos os OUTROS grupos?
_______E o dinheiro de quem paga também impostos (e/ou tem propriedades), e é parte integrante desse e nesse País e quer/gosta/aceita os "amantes de estrogonofe de carne", não serve para ter suas opiniões  e direitos identificados, não?  
________A questão desse "tipo" de 'manifestação do bem, de gente defensora do que é o melhor para o povo' é de 'opinião', de supressão, opressão ou ditadura ?? 

            Uns dirão:
-- Esses outros são minoria....! 
      Sério!? Como sabem que são minoria? Se, como um só exemplo territorial de Brasil, pegarmos a cidade do Rio de Janeiro, que hoje tem cerca de 6.520.000 (seis milhões e quinhentos e vinte mil ) habitantes (estimativa IBGE para 2017.  Sendo que o Rio de Janeiro é o terceiro estado mais populoso do Brasil, depois dos estados de São Paulo e Minas Gerais, com 16 718 956 habitantes, segundo panorama IBGE), ainda que 02 a 03 milhões se manifestem contra quem gosta de "estrogonofe de carne", onde ficam os direitos, os quereres, a vontade, a liberdade de outros tantos cerca de 04 (quatro) milhões nesta cidade ? É realmente uma minoria ou isso é mais uma falácia repetida como papagaios ao vento e dos que querem ganhar, dominar,  exercer poder, autoritarismo e controle no grito ou nas informações convenientemente manchadas, decretando ao bel prazer o que é ou não minoria sem o ser? 

         Outros dirão: 
-- "Ah, mas com base na contabilização de reações na rede social tal, somos maioria em tantos por cento!" 
       Novamente... Sério?!  A informação correta, genericamente falando, é: ainda que houvesse uma "maior quantidade de pessoas que odeie estrogonofe de carne", com base em estatística séria (ao contrário do que ocorre nos mecanismos que contabilizam 'ações/reações/curtições' nas redes sociais, que são facilmente manipuladas para quantos milhões quiserem ou pagarem, afinal são apenas empresas - e 'algoritmos manuseáveis' -, portanto, que visam lucro), ainda assim esses dados sérios seriam sobre um quantitativo que declarou a sua opinião e nunca, repito, NUNCA, com relação à toda a população da cidade do Rio de Janeiro! (dada aqui como exemplificação). E um dado muito estarrecedor para uns: redes sociais não, repito NÃO, são a sociedade em si. Pode causar uma grande surpresa para muitos... Mas... É isso mesmo: Redes sociais não são a Sociedade nem expressam verdadeiramente as suas relações! Muitas vezes expressam muito mais ilusão e fatos enganosos, porque são controláveis, e tem os "robots".  Onde 'habitam' até mais seres acovardados e adeptos, direta ou indiretamente, da hipocrisia crescente, pois declaram constantemente em rede o que na vida real NÃO VIVEM! 
           UM DADO IMPORTANTE:  Ainda existem pessoas no mundo real! Que precisam se manifestar de forma eficaz, organizando-se, inclusive.  Isso para aqueles que tem condições de fazê-lo, pois nem todos estão conectados ou querem participar dessa "maravilhosa" onda digital como algo principal na vida, diga-se de passagem, a fim de que "meia-dúzia" de mal intencionados bem organizados não se manifestem como "seus procuradores".
         Entendendo isso... Sobre questões de melhor entendimento em conjunto, com certeza, veríamos menos vezes as frases.... Como:

----   "Com meu dinheiro não pode isso, não pode aquilo...." 
_______Ei, não é apenas com seu dinheiro, seu imposto. Aliás, só com ele nada seria feito nesse Brasilzão. Não é só com seu dinheiro e nem de quem têm opiniões parecidas com a sua, mas TAMBÉM de quem não tem a mesma opinião. Portanto, tendo direito de vivenciar, saborear, escolher aquilo que o outro (você) não gosta. Ou ainda pleitear e participar de direitos que estejam elencados, normatizados, para todos que tenham aspectos caraterísticos de seleção e/ou participação, como leis de incentivo fiscais, sociais, culturais etc. Logo, você não tem direito exclusivo de PROIBIR NADA com relação ao gosto ou vontade diferente da sua!  Isso é viver em sociedade. Viu? Na palavra em si, s-oc-i-e-d-a-d-e(*), tem uma conotação de conjunto...
(*) A origem da palavra sociedade vem do latim 'societas', uma "associação amistosa com outros". 'Societas' é derivado de 'socius', que significa "companheiro", e assim o significado de sociedade é intimamente relacionado àquilo que é social. fonte: https://pt.wikiquote.org/wiki/Sociedade

---- "Eu não aceito quem quer isso ou aquilo"...
 
Dados relacionados à pesquisa de 2004
do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) 
________Queridx, onde há Democracia
(*) - além de ser um regime político em que a  soberania é exercida pelo Povo (e torçamos para a nossa não seja enterrada viva novamente por mais sabe-se lá quantos anos, pois na verdade é Ela, a Democracia, que querem ferir, amordaçar, destruir para que seu direito seja de se calar ou ser calado diante da vergonha,  imundície do nosso cenário político atual), não esqueçamos que: tem a ver com regime político, mas a vida de um Povo não deve se pautar (e não se baseia mesmo) somente por questões, discussões, difamações unicamente partidárias.  A mesma contempla aspectos sociais, culturais, estruturais... E direitos de expressão, mas isso não quer dizer dar poder a uma pessoa somente ou um grupo para mandar sobre todos ou subjugar outro, pois também abriga, dentre e para muitos outros, o direito à informação e de criação artística. Ou seja, com relação ao que um "não gosta", esse não está, necessariamente, obrigado a aceitar algo "do nada ou que não gosta", entretanto, porém, a partir do momento que ninguém está lhe oferecendo ou perguntando ou envolvendo-o sobre o gosto dele (desse outro), não cabe a sua opinião sobre o gosto do outro... Se não gosta de "estrogonofe de carne", certo. Gosto seu! Porém isso não exclui a importância da empatia e da alteridade, nem lhe dá o direito de legislar, falar em nome de alguém, proibir criação, opinião ou perseguir quem gosta de algo que você não gosta, já que esse grupo não está te oferecendo ou te forçando a comê-lo também, no sentido de coação, invasão ao seu íntimo ou perigo iminente de morte. A vida sempre foi e será mais simples se houver, ao menos,  diálogo e o respeito (que não quer dizer concordar. Tem a ver com: - "não aceito", mas não tenho direito de lhe forçar ou lhe desrespeitar). Também resumido em uma frase: "Viva e deixa viver, afinal você não é dono da vida alheia".
(*) Mais sobre Democracia - http://www.infoescola.com/sociologia/democracia/

                E dentro de um contexto mais subjetivo, ou de religiosidades, pouco veríamos 'atrocidades santas', como:

---- "Deus vai mandar para o inferno", punir, queimar quem defende ou vive isso ou aquilo".... 
________Se é Deus quem vai fazer, quem vai julgar, por que, então, é você quem está julgando, perseguindo, xingando, agredindo, ofendendo, sendo porta-voz de discurso de ódio...? É só isso mesmo que tem como objetivo em vida, aguardando o Paraíso, sendo instrumento propagador de inferno na vida dos outros? Não tem um sonho a realizar, seja amoroso, educacional, de evolução ou até mesmo filantrópico, plano de altruísmo, não? É só isso MESMO.... Ser replicador do que já tem no mundo: guerra, violência, desamor, pré-julgamentos, pré-conceitos, ser a "justiça" sobre todos tendo tão limitado conhecimento (algo comum a todos nós: não saber tudo sobre todos) com relação à incomensurável manifestação da vida? Você é Deus? Mesmo com a resposta: - "Não sou, mas sou quem defende seus mandamentos..."  Ou.... "Não sou, mas sou Filho DEle!" - ainda assim o discurso é vazio... Vazio de espiritualidade, vazio de alma, vazio de compaixão, vazio de misericórdia, vazio de conhecimento ou reconhecimento do que diz defender. Pois, se frases como essas saem da boca (e de atitudes) dos "defensores das coisas de Deus", entende-se que são dos que acreditam em Deus. Então... Se ELE é DEUS, é Todo-Poderoso, Onisciente, Onipresente!!!  Ele, sendo a justiça e a sabedoria, sabe como lidar com quem Ele criou! É Ele mesmo Quem Tudo Fará, assim como Ele tudo fez, tudo criou.... Como tudo é Dele, vem Dele e retorna para Ele!*  
(*citação bíblica para aqueles que creem)

             Então volta a pergunta: -- Você é Deus? 
Mas, então se não é Deus, mas é Filho... Você é Filho de Pai Vivo e Imortal, você não tem direito à essa herança equivocada que expressa - se Seu Deus Pai não está morto - (portanto, não herdou poder de "ser Deus" ou de se sobrepor a ninguém) para desfazer as suas ordens, palavras! E um bom Filho, diz as Escrituras Sagradas, em um Novo Testamento, uma Nova Aliança, faz a vontade do Pai... Um bom Filho não se considera bom, melhor do que alguém ou "santarrão" como o Pai, pois sabe que só quem é Bom, nesse mundo contaminado, é o Pai!  Um Bom Filho não mata (nem no corpo nem na alma) ninguém! Ao contrário, se preciso for, o Bom Filho dá a sua vida por aqueles que o Pai lhe deu... (Como já aconteceu - se você crê e é quem diz ser...).
           Fica a pergunta:  Você é Deus?  Você é Filho de Deus? Quem você é ou pensa que é?

           Embora não se possa salvar a todos da própria ignorância, para os que forem além do que viram ou foi ensinado, os que têm em si o poder de querer, e exercer fé (que não é algo apenas religioso e sim filosofia e poder pessoal na vida) existem formas de ser mais... Vivenciar mais do que viveu até agora... As possibilidades de rever, reaprender, conhecer... são do tamanho da busca de novas estradas, novos caminhos, intimamente. Abaixo apenas uns exemplos de possibilidades de "ressurreição":
______Seja por iniciativa de fé ou cunho religioso  - É possível, é preciso "nascer de novo". Algo que não está apenas relacionado com esconjurar pecados e virar vigia e juiz da vida de outrem, e sim muito mais imperativo em perceber mais sobre si mesmo e que na vida e com a vida há muito além a aprender (e a desaprender) do que com as 'coisas do mundo' aprendidas até agora;

______Seja sob a ótica da poesia - "criando em ti mesmo uma nova alma", e deixando-se ser levado a ser quem é, infinito, a viver para além de uma "alma pequena".
Luminokaya _Gaia Gif by George RedHawk

           Em um contexto mais abrangente ainda, 
mais aprofundado até...

       Realmente o que temos visto, de forma exacerbada, como as expressões de imposição, desrespeito ao livre árbitro, prepotência, hipocrisia mascarada, revolta disfarçada, covardia despercebida, desrespeito escancarado, cerceamento de liberdade, julgamento do querer e do sentir alheio, inércia íntima, pessoal etc. e tal,  são declarações ou expressão de opinião? Expressam vivazmente, realmente, sobre a vida alheia?
      Sim, no mundo existem muitos males.... Males de origens diversas, entretanto, existem alguns dos mais perigosos... Aqueles invisíveis. Males mais nocivos do que os "identificados como males externos", os males enraizados, mortíferos ao extremo, pois começa matando a grandeza infinita, a largueza de espírito de um ser e depois de decretar morte interna busca matar outros, a sua volta... Batizados com muitos nomes, e para cada qual tem a sua "justificativa" - menos a verdade -, tais como: falsa modéstia, medo, covardia, intransigência, falsa humildade, a boa intensão castradora, ignorância, maldade, soberba, prepotência, o ardil com cara de bondade, o baluarte da pseudo-moralidade... E tendo como porta de entrada desses e muitos mais: a vaidade... Uma das piores prisões onde habitam inumeráveis egos da humanidade.
Imagens: Google imagens

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